Introdução

 

 

Os eclipses do Sol e da Lua surgem quando estes astros se alinham. Os da Lua quando esta se esconde por detrás da Terra, impossibilitando a sua superfície de receber os raios solares. Ora este fenómeno só poderá acontecer em noites de Lua Cheia pois é nesta altura é que a Terra se localiza entre o Sol e a Lua. De forma análoga os eclipses do Sol ocorrem quando a Terra se esconde atrás da Lua, colocando-se na zona de sombra da Lua. Isto acontece quando a Lua se encontra entre o Sol e a Terra, ou seja esteja na fase de Lua Nova. No entanto, os eclipses não ocorrem em todas as Luas Novas nem em todas as Luas Cheias porque a Lua, quando executa o seu movimento de translação, não o faz no mesmo plano da translação da Terra.

A órbita da Lua tem uma inclinação de 5º relativamente ao plano de órbita da Terra. (Deste modo só temos Eclipses em média duas vezes por ano que corresponde à altura em que a órbita da Lua atravessa o plano da órbita da Terra e esta encontra-se numa posição específica em relação ao Sol estando o ponto de intercepção atrás referido na linha imaginária que liga a Terra ao Sol.)

 

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Uma das grandes diferenças entre o eclipse do Sol e o eclipse da Lua é a sua visibilidade. Enquanto que o eclipse da Lua é visto por todos aqueles que conseguem ver a Lua, o eclipse do Sol só é visível numa zona estreita onde se localiza a sombra da Lua. Podemos observar várias fases no decurso de um eclipse Total da Lua. A sombra da Terra tem duas zonas. Uma não tão escura denominada por penumbra, e a umbra, a verdadeira sombra da Terra. A ilustração do eclipse da Lua mostra como se formam estes dois tipos de sombras. Se a Lua entra completamente na umbra dizemos que o eclipse é total, caso contrário dizemos que é parcial.

A Lua tem um diâmetro aparente semelhante ao do Sol. Se um local da Terra é abrangido pela umbra da sombra da Lua, o eclipse é total, se for pela penumbra o eclipse é parcial. Existe no entanto outro tipo de eclipse Solar, o eclipse anelar. Este ocorre devido a que as órbitas dos planetas e das Luas não são completamente circulares mas sim elípticas. Deste modo as distâncias entre estes astros não são fixas. Se a Lua se encontra muito afastada da Terra, o seu tamanho não chega para cobrir completamente o Sol, sendo então visível, na altura em que os estes astros estão alinhados, um anel brilhante à sua volta.